Os brasileiros que estavam no Japão e chegaram ao Brasil na manhã deste sábado (12), no dia seguinte ao terremoto, afirmaram no desembarque internacional do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, que escaparam da tragédia, que deixou mais de 500 mortos, por questão de horas. Eles deixaram o país asiático ainda na sexta-feira (11) e fizeram conexão em cidades européias, como Frankfurt ou Munique, na Alemanha, e Londres, na Inglaterra.
O corintiano Fabrício Feitosa desembarca e diz ter
escapado por pouco de tremor (Foto: Kleber
Tomaz/G1)
escapado por pouco de tremor (Foto: Kleber
Tomaz/G1)
“Escapei do terremoto por uma hora. Embarquei no aeroporto de Narita [perto de Tóquio] uma hora antes do desastre. Foi por Deus”, disse aliviado o engenheiro mecânico Fabrício Feitosa, de 28 anos, descendente de japoneses, após abraçar a irmã Vanessa e o cunhado David Betoni, que o aguardavam emocionados no saguão de Cumbica. Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), o abalo no Japão ocorreu às 14h46 de sexta-feira (horário local; 2h46 em Brasília).
Sem ver o marido e a sogra desde outubro do ano passado, a secretária Juliana da Silva, de 23 anos, descendente de japoneses, levou a filha do casal, Flávia, de 2 anos, para rever Gabriel, de 26 anos. O eletricista deu um abraço emocionado na mulher e na criança após chegar do Japão. Em seguida perguntou que informações tinham do país asiático.
Com a filha Flávia, a secretária Juliana da Silva
recebe o marido Gabriel em Cumbica (Foto: Kleber
Tomaz/G1)
recebe o marido Gabriel em Cumbica (Foto: Kleber
Tomaz/G1)
“As notícias não são boas”, disse Juliana. “Há mortos?”, indagou Gabriel, que soube pelo G1 das consequências da tragédia. “Meu Deus, escapei por pouco então. Escapei por cinco horas.” Morador de Bauru, no interior paulista, ele afirmou que ia acompanhar o noticiário pela TV sobre a tragédia. “Tenho conhecidos lá. Quero saber se estão bem.”
Enquanto empurravam os carrinhos com as malas, as amigas Mayra Watanabe, de 21, e Tifani Kuga, de 20 anos, procuravam pelos pais, que foram buscá-las em Guarulhos.
Após abraçá-los, eles contaram que deixaram o Japão duas horas antes do abalo mais forte, o de 8,9.
“Na quarta-feira (9) já havíamos sentido um tremo forte, que balançou o lustre da sala. E na quinta (10) haviam dado alerta para terremoto porque achavam que ocorreria naquele dia, mas aconteceu mesmo na sexta”, contou Mayra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário